Estado apura posse de ex-delegado condenado por homicídio como professor da rede pública

A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) instaurou um processo administrativo para investigar a contratação e posse do ex-delegado Geraldo do Amaral Toledo Neto como professor da rede estadual. Condenado a mais de 18 anos de prisão pelo assassinato da adolescente Amanda Linhares Santos em 2013, Geraldo ingressou na carreira pública como professor de educação básica após ser aprovado em concurso, mesmo sob regime de livramento condicional.
O servidor estava lotado em uma escola estadual em Congonhal, no Sul de Minas, mas o caso gera repercussão em todo o estado devido à natureza da condenação e às regras para o ingresso no serviço público mineiro. O ex-delegado, que já havia sido demitido da Polícia Civil em 2013 por outras irregularidades administrativas, vinha atuando como contratado temporário desde 2021 antes de se tornar efetivo em setembro de 2024.
De acordo com a SEE-MG, o profissional foi afastado de suas funções pedagógicas enquanto a apuração verifica possíveis irregularidades na documentação apresentada no ato da posse. O Portal da Transparência indica que o ex-policial possui carga horária de 16 horas semanais. O caso levanta questionamentos sobre os critérios de antecedentes criminais exigidos pelo Governo de Minas em editais de concursos públicos.
O crime que motivou a condenação ocorreu em Ouro Preto, quando a vítima, de apenas 17 anos, foi baleada na cabeça após uma discussão com o então delegado. Embora a defesa tenha alegado tentativa de suicídio na época, exames periciais descartaram a hipótese e confirmaram o homicídio. O réu cumpre pena em monitoramento eletrônico, restando ainda pendências sobre a contagem total do tempo de reclusão informado pelos órgãos de segurança.
Com informações de G1 Minas Gerais.



