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Economia

Construção civil tenta atrair jovens e disputa mão de obra com aplicativos de entrega

·há 51 min
Construção civil tenta atrair jovens e disputa mão de obra com aplicativos de entrega
Construção civil tenta atrair jovens e disputa mão de obra com aplicativos de entrega

O setor da construção civil no Brasil enfrenta um desafio crescente para atrair e reter trabalhadores, encontrando uma concorrência inesperada em plataformas de aplicativos como Uber e iFood. A flexibilidade oferecida pelo mercado digital tem afastado especialmente os jovens dos canteiros de obras, forçando entidades como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e o SindusCon a repensarem as carreiras no setor para 2026.

Para combater a escassez de profissionais, o setor lançou o programa Trilhas Profissionais da Construção. A iniciativa visa modernizar a imagem das obras, substituindo nomenclaturas tradicionais por cargos que remetam à indústria. O antigo 'servente', por exemplo, passa a ser chamado de 'auxiliar de produção', enquanto o 'pedreiro' é renomeado como 'oficial de produção', em uma tentativa de dignificar e profissionalizar as funções.

A estratégia de retenção também foca em salários atrativos e planos de carreira estruturados. Enquanto a remuneração inicial gira em torno de R$ 2,4 mil, profissionais qualificados no topo da carreira, como mestres de obras, podem alcançar vencimentos entre R$ 20 mil e R$ 25 mil em grandes centros. O objetivo é mostrar que o setor oferece estabilidade e crescimento, diferentemente da volatilidade dos aplicativos.

Especialistas apontam que a industrialização dos canteiros e o uso de novas tecnologias são fundamentais para recuperar o interesse das novas gerações. A modernização dos processos de trabalho, aliada a uma maior flexibilidade e formação contínua em parceria com o Senai, deve ser expandida nacionalmente após projetos-piloto em São Paulo.

No Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, onde o setor imobiliário mantém ritmo aquecido, a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada já é uma realidade relatada por construtoras locais. A adaptação a esse novo cenário de mercado é vista como essencial para garantir o cumprimento dos cronogramas de obras e a saúde econômica das empresas da região. Com informações de Regionalzão.