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Política

Cleitinho afirma que redução do IPVA em Minas Gerais depende de estudos técnicos

·há 1h
Cleitinho afirma que redução do IPVA em Minas Gerais depende de estudos técnicos
Cleitinho afirma que redução do IPVA em Minas Gerais depende de estudos técnicos

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), afirmou que a aplicação de qualquer redução nas alíquotas do IPVA passará por análises técnicas rigorosas antes de ser implementada. A declaração ocorre após o atual Poder Executivo enviar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei que abre margem para descontos de até 75% no imposto veicular. Apesar da proposta governamental, Cleitinho ressaltou que a medida não terá aplicação automática, priorizando o equilíbrio das contas públicas estaduais.

Durante o período eleitoral, a redução do tributo foi uma das principais bandeiras defendidas pelo futuro mandatário. Agora, a equipe de transição foca em diagnósticos fiscais para entender a viabilidade da promessa sem comprometer o orçamento. Atualmente, a alíquota padrão do IPVA em Minas é de 4% para a maioria dos veículos, e o novo texto permite que esse índice chegue a 1%, dependendo de regulamentação futura da nova administração.

O cenário financeiro para 2027 também gera preocupação, com projeções de déficit orçamentário saltando de R$ 8,87 bilhões para R$ 10,51 bilhões. Cleitinho criticou o quadro herdado e adiantou que pretende realizar auditorias e revisões de contratos logo no início de sua gestão no Palácio Tiradentes. O objetivo é garantir transparência sobre o rombo fiscal enquanto se busca formas de aliviar o bolso do contribuinte mineiro.

O projeto enviado à ALMG visa permitir que a nova gestão decida sobre as cobranças já no início do próximo ciclo anual, uma vez que o fato gerador do imposto ocorre em 1º de janeiro. No entanto, o texto ainda não detalha quais categorias de veículos seriam contempladas ou qual seria o impacto total na renúncia de receita. O mecanismo de compensação para manter os repasses constitucionais às prefeituras do Triângulo Mineiro e demais regiões também dependerá de regulamentação específica. Com informações de Regionalzão.