Cidades

Anvisa suspende operações de plataforma digital de emagrecimento por falta de registro

·há 1h
Anvisa suspende operações de plataforma digital de emagrecimento por falta de registro
Anvisa suspende operações de plataforma digital de emagrecimento por falta de registro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata de todas as operações e publicidades da plataforma digital Voy, focada em tratamentos para perda de peso. A medida foi tomada após órgãos fiscalizadores identificarem que a empresa gestora, Revia Gestão de Negócios Ltda., não possuía a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) necessária para operar no país. Além da falta de autorização, a plataforma realizava diagnósticos clínicos e sugeria intervenções terapêuticas sem o registro obrigatório de dispositivo médico.

A interdição temporária visa resguardar a saúde dos consumidores mineiros e de todo o Brasil que buscam soluções para obesidade pela internet. Durante a fiscalização, técnicos constataram que o ambiente virtual ignorava protocolos sanitários vigentes, o que gerou a proibição de novas vendas e de qualquer ação promocional nos canais digitais. A Anvisa alerta que o uso de plataformas sem certificação pode expor pacientes a riscos graves, especialmente em tratamentos que envolvem hormônios e substâncias metabólicas.

A agência reforçou ainda os perigos da aquisição de medicamentos fora da rede de farmácias credenciadas. No caso de medicamentos injetáveis termossensíveis, como as famosas canetas emagrecedoras, a falta de controle térmico e de rastreabilidade pode anular o efeito do fármaco ou causar reações adversas severas. A orientação é que pacientes do Triângulo Mineiro busquem sempre profissionais registrados e estabelecimentos com alvará sanitário atualizado.

Por outro lado, a administração da marca Voy afirmou, em nota, que recebeu a decisão com surpresa e classificou o impasse como uma questão estritamente administrativa. A empresa esclareceu que não vende medicamentos diretamente, funcionando apenas como uma ponte entre pacientes e clínicas parceiras. O grupo informou que as consultas e prescrições são de responsabilidade técnica de profissionais registrados em seus respectivos conselhos de classe. Com informações de Regionalzão.